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Samuel Congo da Costa Nº05




O Arauto do fim do mundo

                   Para André Pinheiro

 
 
No por-do–sol


No fim da noite


É meia-noite


É o arauto...


Do fim do mundo


Do fim da vida


É meia-noite


É o fim de tudo


Que se celebra a vida...


São os Santos


Os mártires


E é no martírio...


Que se conhece a vida


Que se respeita a morte


Que se consagra a vida


São nas segundas!


Que se celebra a vida


Que se bebe o álcool!


Que se espera a morte


Que se recita os versos


Sou eu


A espera a morte!


Que não se vive a vida...


Que eu ouso meu nome...


Sou que em prantos


Grita: Estou vivo


E bem vivo por sinal...


É na segundo que fico em casa


Para celebrar a vida!


Para esperar a vida!


É na segundo que fico em casa...


A esperar a vida!

Samuel Congo da Costa é poeta negro em Itajaí

 

Patrícia Raphael Nº01




Vida a dois
                                                                          Para: Fernanda Raphael

Passavam suavemente, tendo que só repousar

Com suas existências de risos, canto, vida simples...

A mesma simpatia que a luz tocava as faces reluzentes

Lembranças de duas vidas ainda imaturas

Resolvem algumas gracinhas com as mãos carinhosas

Que enchem os dois de provocações em uma existência leve...

Assim vivem sempre, apaixonados pela família...

Tenham a coragem de continuar, ansiosos por viver intensamente,

Suas vidas

Seus sonhos

Vocês são minha inspiração

De não poder resistir & falar

Em um grande sorriso...

Já não consigo disfarçar

Emocionada em olhar vocês...

Impressionada

Observo ansiosamente...

Percebo a cada gesto

Duas pessoas que passam força e o se encontrarem...

Duas almas insaciáveis

Patrícia Raphael é poetisa em Itajaí -SC



Vivaldo Terres Nº 08


ABORTO



Hoje estou sofrendo a dor inesperada, 

Inesperada dor por que, por que, que aconteceu, 

A princípio tinhas duvidas. E verdade, 

Não sabias que estavas grávida; 

Mas agora a realidade, 

Abortasses um filho meu. 



Mesmo assim esta tristeza, 

Que me penetra a alma deixando-a desiludida, 

E quase sem vigor, 

Mas no fundo, apesar dos pesares, 

Ela é gratificante, pois, eu sinto que contribuiu, 

E muito para a solidificação do nosso amor. 



Este romance, que entre nós é vivido, 

É vivido com ternura, 

Com muito amor e com grande paixão, 

Tu sabes Nete, que o nosso amor, 

É lindo e maravilhoso, 

E por isso talvez Deus nos dará proteção. 


Por: Vivaldo Terres

Vivaldo Terres Nº07



A MORTE


A morte este anjo vil e miserável, 


Ainda não está de nos perseguir, 


Ele tem um apetite insaciável 


E consegue sempre nos destruir. 






Há milhões e milhões de anos 


Ele não procedeu a diferente, 


Trazendo dores e sofrimento, 


Nos destruindo sempre e sempre. 






Pobre humanidade sofredora 


Já se conformou com a situação, 


Nasce, cresce e morre, e ainda, 


Com suor do seu rosto 


Tem de ganhar o seu pão. 






Este anjo mal e miserável, 


Vive sempre de cabeça erguida, 


Autoritário e prepotente, 


Ficando feliz levando vidas.


Vivaldo Terres