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Empresa faz convênio para beneficiar crianças que não conseguiram vagas na rede pública de ensino, em Itajaí


    A iniciativa da GDC Alimentos visa proporcionar bem estar para as famílias dos colaboradores


Trabalhar, cuidar da casa e dos filhos não é uma tarefa fácil. Conciliar a vida pessoal e o trabalho ainda é um desafio para muitas mulheres que buscam uma vaga em creches para os filhos. Em Itajaí, a rede municipal de ensino iniciou o ano letivo hoje, dia 15 de fevereiro. 29 mil alunos serão atendidos em 64 Centros de Educação Infantil, porém, pelo menos mil crianças ainda não conseguiram vagas para estudar esse ano.
Preocupada com o bem estar dos colaboradores, a empresa de alimentos Gomes da Costa mantêm um convênio com o Centro Educacional Divino Espírito Santo, em Itajaí, para atender aos filhos dos funcionários que também não foram chamados na rede pública.

Esse ano, as vagas do auxílio creche foram ampliadas e agora beneficiam 60 crianças. O programa diferenciado da GDC Alimentos oferece suporte para as mães que não tinham onde matricular os filhos. O benefício atende a família e por consequência, reflete no colaborador que passa a trabalhar com tranquilidade e harmonia na empresa, sabendo que o filho está seguro e estudando.




Trotes solidários dão exemplo de cidadania e respeito




Todos os vestibulandos têm um objetivo em comum: entrar na faculdade e o trote faz parte desta nova fase que está por vir, por isso é considerado um ritual de passagem ou uma espécie de iniciação na vida universitária. No entanto, esse ritual de passagem que deveria servir para integração entre veteranos e calouros pode se tornar um pesadelo para os novatos, que são submetidos, em todo o país, a situações humilhantes e abusivas. 

Os alunos veteranos já estão acostumados com as mensagens no inicio do semestre que informam: o trote é expressamente proibido dentro da Univali. Nada de tinta colorida sujando a roupa ou cabeça raspada. Se os calouros quiserem participar de brincadeiras e confraternizações com os veteranos dentro da universidade, devem procurar os Trotes Solidários ou Trotes da Cidadania.



No trote ambiental de 2008, mudas de espécies nativas foram plantadas às margens do Rio Itajaí-Mirim


O curso de Engenharia Ambiental costuma ser um dos mais engajados na organização desse tipo de trote, nesse caso, chamado de Trote Ambiental. De acordo com Hércules Zunino, aluno do sétimo período de curso, e integrante do centro acadêmico, o Caenam, o plano nesse semestre é reunir também os alunos de Ciências Biológicas e, se possível, os de Oceanografia em um único trote, como aconteceu quando o acadêmico foi calouro do curso, em 2009. “Eu tive um trote que foi no Saco da Fazenda, em Itajaí. A atividade era coletar resíduos próximo ao Ribeirão Shneider e no mangue do Saco da Fazenda”, lembra. 

Nesse mesmo trote, enquanto os calouros de Engenharia Ambiental limpavam as margens do Ribeirão Shneider, os novatos de Oceanografia ficaram responsáveis pelo recolhimento do lixo e do entulho acumulados na Praia do Coco, em Balneário Camboriú. Já os calouros de Ciências Biológicas foram dar comida, água e carinho aos bichinhos que esperam por um lar na ONG Viva Bicho, também de Balneário Camboriú. 



Grupo de calouros do curso de Engenharia Ambiental de 2008, plantou 335 mudas de espécies nativas da mata atlântica, entre elas: ingá-feijão, ingá-banana, tucaneira, dedaleiro, tanheiro, ariticum, gabiroba, curtiça, figueira branca e jequitibá.

De acordo com Adriano Canteri, aluno do curso de Ciências Biológicas e integrante do CaiBio, centro acadêmico do curso, nesse semestre a ideia é seguir uma linha semelhante aos trotes passados. “Conversamos com o pessoal do centro acadêmico de Engenharia Ambiental, e provavelmente faremos uma limpeza no rio que passa em Camboriú”, conta. Os trotes ambientais, que vão desde o plantio de mudas nas margens de rios até limpeza de encostas, normalmente são organizados pelos próprios Centros Acadêmicos com auxílio de um professor. Ao final do trabalho braçal, tradicionalmente é feita uma confraternização entre calouros e veteranos. 

Menos sujeira, mais solidariedade 
O curso de Medicina costuma organizar trotes que beneficiem entidades e a comunidade de Itajaí. Todo início de semestre os calouros são mobilizados a arrecadar materiais que são doados a entidades da cidade. Nesse semestre, o trote começou já no primeiro dia de aula e durou cerca de duas semanas. A atividade também serviu como auxílio a um projeto do sexto período do curso, que necessitava de material hospitalar.

Os veteranos aproveitaram o trabalho dos calouros para ajudar na arrecadação. Sob os olhos atentos dos alunos do segundo período – que no semestre passado eram quem cumpriam as atividades – os calouros tinham que desempenhar uma tarefa solidária por dia.

Outros dois cursos que também são famosos por deixar um pouco de lado as brincadeiras com tinta e sujeira e dar mais destaque à solidariedade são Engenharia Civil e Psicologia. Um dos trotes solidários que obtiveram destaque aconteceu em 2008, quando os calouros de Engenharia Civil arrecadaram e entregaram 50 quilos de alimentos ao Parque Dom Bosco, em Itajaí. 

No mesmo ano, os novatos de Psicologia também se destacaram ao entregarem lenços umedecidos e chocolates para o centro de Educação Infantil Nossa Senhora das Graças, que fica próximo a Univali.

Por Juliete Lunkes, estagiária de jornalismo

Líderes da Volvo Ocean Race cruzam Cabo Horn e se aproximam de Itajaí‏

Itajaí (SP) - Restam menos de 2 mil milhas náuticas para o Groupama e o Puma cruzarem a linha de chegada em Itajaí, na perna mais desgastante e longa da Volvo Ocean Race 2011/2012. A previsão é de que os dois apareçam na cidade catarinense na próxima semana. Os barcos foram os que menos sofreram com os ventos frios e as ondas gigantes dos mares do sul. Nesta sexta-feira (30), as equipes passaram pelo temido Cabo Horn, na Terra do Fogo. O local é a parte mais ao sul do Américas, além de ser famoso por condições severas de navegação. Trajeto mítico da vela, a passagem pelo Horn é considerada sonho de consumo pela maioria dos participantes da volta ao mundo.

Cansados, os velejadores dos dois times projetam uma espécie de match race até o Brasil. A diferença dos franceses para os norte-americanos é menor do que 15 milhas náuticas, aproximadamente uma hora de diferença. Ou seja, a rotina a bordo será intensa nos próximos dias para aproveitar melhor os ventos. "O Puma é, agora, o nosso rival mais perigoso, então estamos navegando de maneira conservadora e parecida com a deles. Para a classificação geral, seria bom chegar a Itajaí na ponta" declara Franck Cammas, comandante do Groupama.

A declaração do líder do veleiro francês é compartilhada por seus tripulantes, que pretendem foco total para repetir o desempenho da última perna e terminar em primeiro lugar, reduzindo a vantagem na classificação geral para o líder Telefónica. "Ligamos o ‘Race Mode’ (modo de corrida) a partir de agora. Mesmo com o desgaste do percurso, precisamos manter a liderança. Este é o ponto que chamo de ‘Cabo da Libertação’. É onde a Volvo Ocean Race começa de fato", comenta Thomas Coville, do Groupama.

A tendência é que, a partir de domingo (1), as condições meteorológicas devem ser menos extremas: menos frio e mar estável. "Nós estudamos atravessar da melhor maneira o Cabo Horn desde o instante em que deixamos Auckland. Cruzar esse trecho é um marco. Poucas pessoas conseguem alcançar esse feito. É o Cabo Horn, faça chuva ou faça sol", relata o emocionado tripulante de mídia do Puma, Amory Ross.

O Telefónica confirmou nesta sexta-feira que fará uma parada estratégica no Cabo Horn. O pit stop seria feito na cidade Ushuaia, na Argentina, mas a mudança foi antecipada e acontecerá na região do próprio cabo. O diretor técnico do veleiro espanhol, o brasileir Horácio Carabelli já está a caminho para ajudar os companheiros. "Decidimos fazer essa interrupção para reparar a proa e seguir viagem de maneira rápida e segura. Ainda bem que a zona do Cabo Horn é um labirinto de ilhas, que nos ajudará a fazer esse procedimento de maneira eficaz", afirma o comandante Iker Martinez.

Já o Abu Dhabi quebrou pela segunda vez na etpaa e deve atrasar ainda mais a chegada ao Brasil. Após avaria no início da perna e um retorno a Auckland, os árabes foram obrigados a fazer um conserto no casco em pleno Oceano Austral. Foram colocados mais de 30 parafusos no deque para impedir que o barco se despedace ao meio. O trabalho durou cinco horas.

"No momento, a única prioridade continua sendo a segurança do barco e da tripulação, mas eu confesso que estou muito mais relaxado a esse repeito agora do que eu estava há 24 horas", explica Ian Walker, comandante do barco. O Sanya está fora da perna e o Camper, quarto colocado, também tem problemas e está velejando em direção a Puerto Montt, no Chile, para reparos em terra.

A Regata - A Volvo Ocean Race tornou-se um dos eventos esportivos coletivos mais exigentes e emocionantes do mundo. Velejadores utilizam a mais moderna tecnologia náutica para cruzar os cinco continentes do globo, percorrendo aproximadamente 39 mil milhas náuticas (72 mil quilômetros). A competição é realizada de três em três anos e está na 11ª edição. A maior competição de vela oceânica mundial teve início em outubro de 2011, na cidade de Alicante, na Espanha, e irá terminar no dia 7 de julho em Galway, na Irlanda. 

A quinta perna, de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí é considera a mais estratégica da competição por se tratar de um trajeto cheio de ondas gigantes, ventos frios da Antártica e uma passagem pelo temido Cabo Horn. Além disso, as seis equipes irão navegar 12.417 quilômetros (6705 milhas náuticas) - o maior trecho da competição. Até o momento, cinco dos seis barcos já sofreram danos. A pior situação é a do Sanya, que sofreu avarias graves no leme e, por isso, decidiu sair da etapa, voltando para competição apenas na parada de Miami, nos Estados Unidos. A chegada dos barcos ao Brasil está prevista para o dia 6 de abril, sexta-feira da paixão. 


CCO/Itajaí







Abre credenciamento para embarcações de apoio à parada brasileira da Volvo Ocean Race


Itajaí (SC) - O Comitê Central Organizador (CCO) da etapa Itajaí da maior regata oceânica do mundo - Volvo Ocean Race (VOR) edição 2011/2012, abre o credenciamento para embarcações de apoio para auxiliarem na realização da etapa Itajaí da regata. A participação é voluntária e informações complementares poderão ser obtidas com o diretor náutico da Race Village de Itajaí, Alexandre Antonio dos Santos, por meio dos telefones (47) 3341 8073.

O diretor explica que as embarcações serão utilizadas no apoio e segurança náutica do evento e independe do tamanho. “Temos a necessidade de lanchas de todos os portos, porém, é fundamental que as embarcações possuam documentação e que os pilotos sejam habilitados”, explica Santos.

A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. O trecho entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da VOR. As equipes percorrerão 12.417 quilômetros (6705 milhas náuticas) – o maior trecho da competição.

A vila da regata de Itajaí será aberta no dia 4 de abril de 2012, quando devem chegar os primeiros barcos. Depois de duas semanas de manutenção, as equipes disputam a Regata Pro-Am, no dia 20, a Regata In-Port, no dia seguinte, e largam para os Estados Unidos no dia 22, em direção a Miami.



Mais informações: www.volvooceanraceitajai.com


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