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Vivaldo Terres Nº 10



          ÍNDIA



Índia és das brasileiras a mais bela,


Das brasileiras, és a mais singela.


Cheia de simplicidade e amor.


Es a flor que perfuma o ambiente,


Es o sol que ilumina esta gente


Enchendo o coração de luz e calor.





Este teu corpo moreno


Que o belo sol irradia.


Transmite luz e alegria.





Para todos os teus irmãos.


És a fonte da humildade,


Banhada de esperança.


Com os cabelos soltos


Ao vento pedindo apoio cristão.





Pois o teu povo sofrido


Até então quase extinguido,


Vê em ti a salvação.


Sabem que es guerreira forte.


E que não temes a morte


Com o bodoque na mão

Vivaldo Terres Nº09

                                         
                                

                                                 À tarde era bela



À tarde era bela, o sol radiante.

Tu estavas exultante de felicidade.

O vento soprava teus belos cabelos.

Mas tu não aceitavas tal leviandade.



E o vento atrevido brincando contigo.

Acariciava teu rosto com satisfação!

Embora sabendo que não aceitavas,

Mas ele não via outra predileção



Até porque solitário e sem saber a aonde ir.

Encontrou-te naquela tarde...

E apaixonou-se por ti...

Afagando teu rosto e os teus cabelos dourados.

Partiu para muito longe solitário!

E apaixonado...



Samuel Congo da Costa





Dor negra!



Elza chorou

Na Igreja...

No bar,

Em qualquer lugar

No luar

Em qualquer lugar

Em qualquer parte

Elza chorou

Elza cantou

A dor negra

O banzo negro

Pós-moderno

A dor pós-moderna

Elza chorou o negro-drama

Nos bares...

Em todos os lugares

Mais Sagrado

Mais Profano

Samuel Congo da Costa é poeta negro em Itajaí